Arte com acessibilidade: Sarau no Parque agrada público com programação variada
19 de julho de 2022

No domingo (17), das 16 às 20h, o redondo do Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, foi ponto de encontro da cultura e cidadania sul-mato-grossense.

Acessibilidade e muita interação. Essas são as palavras que definem a terceira edição do Festival Sarau Cidadania e Cultura no Parque realizado, no domingo (17), no Parque das Nações Indígenas.

Prova disso foi a abertura do evento com a participação do Coral Sagrada Família,composta em sua essência por pessoas acima de 60 anos, como a aposentada Gregoria Oliveira.”O meu lema é ‘idoso é quem deixou de sonhar’ e a gente, aqui, serve de inspiração para mostrar que todos podem fazer aquilo que gosta, independentemente da idade”.

Com tela, tinta e pincel, o artista plástico Ton Barbosa foi outro que demonstrou inspiração por fazer aquilo que mais ama: arte. “Desde criança que pinto, mas, como profissão me dedico há 30 anos”, afirma ele ao dar detalhes da obra que estava criando ao ar livre, enquanto as pessoas paravam para admirar, “Escolhi aves do Pantanal, colhereiros, porque traz essa valorização da cultural regional assim como o sarau”.

Interação e lazer

E para aqueles que escolheram o Sarau no Parque como lazer em família, a iniciativa foi aprovada. A gestante de seis meses,Catarina Luz, por exemplo, curtiu muito a programação ao lado  do esposo, Rafael, e do filho, Lucas, de 7 anos de idade. “Achei tudo ótimo. O Lucas amou o ‘Batucando Histórias’ e o mágico [Mago Tom]. Eu já adoro o Grupo Sampri”, declarou ela que não viu empecilho da gravidez para cair na dança.

Por falar em Sampri, além do samba raiz, o talentoso trio de cantoras teletransportou a galera até a Bahia, ao final do show. Com muita cantiga de roda, o público formou uma roda próximo ao palco como manda a cultura popular.

“É muito importante esse retorno pós-pandemia para um espaço tão emblemático como o Parque das Nações. Aqui, tivemos a oportunidade de abrir shows como o do Monobloco”, lembra Renatinha, do Sampri que vê, “o Sarau como essa ‘pitada’ de política pública tão necessária para a cultura. Trata-se de um projeto do Executivo Estadual que aproxima as pessoas do cenário artístico sul-mato-grossense”.

Arte com acessibilidade

Aproximação que não só deu samba como rock. A Brandes Band, por exemplo, preparou uma playlist repleta de sucessos regionais e contou com uma integrante, Karem, responsável por fazer a interpretação em Libras.

Elemento que fez toda a diferença para as pessoas portadoras de deficiência auditiva. “Vi que o sarau tem um intérprete de Libras. Mas, achei sensacional a banda ter sua própria intérprete porque é acessibilidade, um modelo a ser seguido”, garantiu o jovem Julio Porto, na língua de sinais, a nossa equipe de reportagem. Comunicação que teve auxílio de Clara Cáceres, amiga do rapaz.

O fato é que a acessibilidade tem passe livre no Sarau no Parque. Algo nítido para quem já é veterano no evento. “É a segunda edição que venho. Hoje, aproveitei para conhecer o rock em libras. Como ator e diretor já trabalho com pessoas portadoras de deficiências, auditiva e visual, e sei que são detalhes que mudam todo o contexto. A arte precisa ser inclusiva”, declarou o diretor e ator Breno Moroni.

Domingo no parque

A noite foi fechada pelo DJ Thelonious Junk. Porém, antes passaram pelo palco artistas como: Grupo Cigano Isa Yasmin (Dança Cigana); Coletivo Femme (Arte e Cultura de Rua); Batucando Histórias (Música Infantil); Mago Tom (Artes Cênicas), Yure Tavares (Stand Up) e a banda O Lixo e a Furia (Punk Rock).

Enquanto que, nos estandes, a arte ficou por conta de Vini Willyan dos Santos Arruda (Audiovisual); Eva Vilma (Espaço Brincantes); direto do município de Coxim – Gleicielli Nonato – artista indígena da etnia Guató (Literatura); Nabo (Moda e Design); Coletivo dos Povos Originários (Cultura e Tradições Indígenas); Labirinto Cultural – Artistas da Terra  – UCDB (Pesquisa) e Renasce – Iris Moreira e ONG Pei Hung – Trevo Veggie (Gastronomia).

Vem pro Sarau

A próxima edição será no próximo domingo, dia 24 de julho, no Parque das Nações Indígenas, das 16h às 20h. Entrada franca. E quem quiser participar do evento ainda dá tempo. É que o projeto continua com inscrições até dezembro pelo link (https://www.secic.ms.gov.br/sarau-no-parque/ ).

Ao todo, são esperadas 25 edições do festival, sendo uma média de 16 atrações no palco principal e artistas com exposições nos estandes, o que contabilizará 400 participações culturais dentro do Sarau no Parque.–
At.te,Lucas ArrudaJornalista(67) 99267-0868

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